Coluna Online : O Falatório
Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
O QI...

 

 

O QI…
Uma avaliação aos processos de emprego no Reino, foi discutida no Parlamento, tendo em vista uma melhor adequação dos funcionários às respectivas qualificações que os mesmos possuem e aos seus currículos profissionais.
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Segundo o relatório entregue não são usadas e são pouco observadas as qualificações e curriculum dos candidatos, havendo sempre o estigma de que é novo demais para a função, que não se encontra inserido no âmbito do negócio da empresa, ou que tem um QI (Quociente de inteligência) pouco adequado ( o QI ou se encontra sempre a mais, ou a menos), ou como acontece em muitos casos que a panóplia de habilidades e certificações exigidas é de tal ordem que nem o Super Homem conseguirá emprego. Junta-se a este facto a pouca transparência e utilização das tecnologias para que todos tenham acesso às candidaturas.
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Teve a palavra a nossa Deputada Xique, que esclareceu o termo QI, como sendo o Quociente de inteligência (abreviado para QI, de uso geral) é uma medida derivada da divisão da idade mental pela idade cronológica, obtida por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um sujeito, em comparação ao seu grupo etário.
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O Deputado Quatro Riscos informou que numa experiência efectuada, candidatou-se pela internet a 376 propostas de emprego, sendo que nunca obteve sequer um ponto de situação da sua candidatura. O rol de trâmites para se chegar a algum lado fica de tal forma vedado, que é normal a pessoa desistir. Ou se não desiste vê-se confrontado com um processo penoso de palmilhar o asfalto de curriculum em punho, à espera de encontrar algo onde posso sustentar-se.
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Já o Deputado Três Palmos pediu a palavra para dizer que não tinha conhecimento que o QI tivesse essa tradução em termos de nomenclatura. Para ele QI sempre foi ( Quem Indique…) e que realmente em seu entender são admitidas as pessoas com melhor QI, neste sentido lato do termo. Só tendo quem indique , se consegue alguma coisa. Basta ter quem indique para que o curriculum de uma candidatura passe para o topo da lista e apareça como por milagre na secretária de quem decide! Na sua tradução, tem um bom QI.
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Realmente não se vislumbram grandes mudanças de mentalidades e atitudes, quando se nos deparam processos que não têm em conta a igualdade de oportunidades e a escolha pela competência. Outro dos factores é a utilização pouco credível que se dá às tecnologias nos processos de apoio e selecção. Usa-se a internet como meio de mostrar uma empresa com organização e com imagem, e acabamos por perceber que a utilização da mesma internet  pouco ou nada serve, e faz perder o tempo e a paciência de quem se candidata a alguma coisa através dela !

Assinado e carimbado
 
O Escrivão Real
O Quadrado da Hipotenusa

27/11/2007



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 21:29
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