Coluna Online : O Falatório
Sábado, 24 de Novembro de 2007
Porque não te calas ?....
Porque não te calas ?....

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Hoje a coluna Online – O Falatório, cujo dever de informar os súbditos do Reino de Pica Pau, traz as notícias do acalorado debate no Parlamento, onde se de gladiaram nossos ilustres deputados com intervenções ora sustentadas, ora exageradas nos termos, mas com um factor de coerência e legitimidade que deixamos aqui à Vossa consideração.

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Nosso ilustre deputado Porta Chaves, eleito democraticamente no seu círculo eleitoral, acusou veemente quantos têm vexado e humilhado a sua pessoa e o povo que representa, dizendo para o efeito que em democracia ganha quem tem mais votos, e ele representante do povo que o elegeu, não aceita a ingerência e a pouca delicadeza de algumas figuras, chamando-lhe todos os nomes que vinham no seu prodigioso vocabulário.

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Se por um lado já chamamos aqui à razão da postura ‘políticamente correcta’ que os políticos devem assumir, vemos desde há bastante tempo chegarem ao poder, por processos democráticos, pessoas que mandam às favas o politicamente correcto e não se proíbem de dizer o que pensam, usando o que melhor podem para fazerem valer a sua insatisfação, as palavras !

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Não é caso único este nosso deputado, se virmos outros exemplos, chegamos a uma era de revolta, conseguida pelos processos instaurados pelas democracias ! Vemos o povo eleger quem bate o pé e fala alto, quem puxa do dicionário e enfrente pelos actos e palavras aqueles que pensam governar o mundo ! E se olharmos para os factos, interrogamo-nos: Tem ele legitimidade para isso ? Tem. Tem ele razões para a sua revolta ? Tem. Tem ele razão para usar esse vocabulário ? Talvez não, mas o facto é que fez olhar o mundo para uma postura pouco comum, mas aceitável na democracia que fomos levar nesses lugares.

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O irritadiço comentário do nosso deputado Ruan Parlos, ‘PORQUE NÂO TE CALAS ?’ , para além de soar a estranho, lembrou-me que eles se têm calado sempre e sempre foram ‘calados’ por ele mesmo, que representou o opressor e o ‘colonizador’, aqueles que sempre calaram os habitantes deste reino, na justificação que eram indígenas, que não eram cristãos, que não eram cultos ! A pouca sensatez com que foram tratados estes povos, justifica o estalar do verniz de quem lá reina neste momento, e nem a questão da boa educação e o politicamente correcto apagam a má memória que a história descreve do que esses povos sofreram nas mãos que quem os manda calar agora !

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Fez-me lembrar também a disputa de territórios no Brasil, entre colonizadores e os Índios, e a célebre frase de um chefe Índio Brasileiro ao representante dos colonizadores. Mandou ele dizer à coroa portuguesa ‘ESTAS TERRAS TÊM DONO !’.

Custou-lhe a vida este grito de guerra, a ele e a toda a sua tribo que foi dizimada ! Foi ‘calado’, por reclamar o que era de seu povo !

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Aprendamos com a história e provavelmente se soubermos olhar os outros sem os preconceitos raciais, ou de potência dominante, ou porque nos achamos no direito de mandar no que não é nosso, e não teremos de ouvir o desaforo de acusações agrestes perante todo o público! Pensemos quanto tempo os ‘calaram’, e vejamos se estamos numa era de ter legitimidade para mandar calar de novo !

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Assinado e carimbado

 

O Escrivão Real

O Quadrado da Hipotenusa

20/11/2007



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 15:47
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Sábado, 17 de Novembro de 2007
O graffiti

 

O graffiti
Foi votada no Parlamento do Pica Pau uma proposta do Deputado Quatro Riscos, tendo em vista a utilização dos artirtas de Graffiti para colorir os espaços urbanos, em especial nas grandes superfícies de betão, e nas áreas actualmente sujas com publicidade de anteriores eleições do Parlamento.
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A proposta veio de encontro às actuais necessidades, já levantadas em anteriores sessões do Parlamento, tendo em vista uma melhoria da paisagem urbana, limpando e pintando as áreas mais degradadas, conjugando esta acção com a possibilidade de utilização de Arte Urbana.
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Esta proposta teve a veemente oposição do Deputado Três Palmos, logo se insurgindo contra o bando de marginais que normalmente utiliza este tipo de ‘arte urbana’, considerando que para além de ser uma arte que se expressa no anti-social, representa um movimento da sociedade de protesto contra o governo do reino.
Lembrou também que seriam de esperar pinturas anti-sociais, e politicamente incorrectas, sendo que o que se prepende que seja um processo de limpeza, e de embelezamento das áreas urbanas, se torne num movimento anti governo.
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O Agente 042, referiu que acompanhou o processo de levantamento das área a intervencionar de momento, e dos Writer’s ( Artista que pintam graffiti ), sendo que o movimento será acompanhado por pessoas com conhecimentos de Arte Urbana, e não irão surgir situações de levar a arte do graffiti para um processo anti-social.
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Como alguns deputados informaram não ter conhecimento sobre a arte do Graffiti, fica aqui uma breve explicação:
O Grafite ou Graffiti (do italiano graffiti, plural de graffito) significa "marca ou inscrição feita em um muro", e é o nome dado às inscrições feitas em paredes desde o Império Romano. Trata-se de um movimento organizado nas artes plásticas, em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Com a revolução contra cultural de maio de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem divulgar uma idéia.
Grafite é a designação para a pinturas feitas em muros e paredes na rua.
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O grafite salta aos olhos nos grandes centros urbanos. É considerado por muitos como um ato de vandalismo, uma vez que suja as paredes de inúmeros edifícios, muitas vezes edíficações históricas. O grafite está ligado a movimentos como o movimento hip-hop. Enquanto tentam passar a imagem de que os seguidores desses movimentos tentam mascarar impulsos de vandalismo com discursos de vitimização, na realidade esta expressão legítima é utilizada como veículo para se revelar realidades oprimidas, realidades essas sem força perante pressões governamentais por vias políticas. Desta forma, o que é vandalismo para muitos é um considerável instrumento de protesto contra as condições das classes menos previlegiadas para outros que nesta expressão encontram forma de obrigar a cidade a contemplar a sua miséria.
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O Graffiti insere-se na Arte Urbana, que é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais das grandes metrópoles. No início, um movimento underground que foi ganhando forma com o decorrer dos tempos e se estruturando com grafismos ricos em detalhes e que possuem subdivisões que vai do Graffiti e Estêncil, passando pelos stickers e os cartazes "lambe-lambes" (também chamados de Poster-bombs).
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 A Deputada Borboleta e a Deputada Xique pediram a palavra para solicitarem a inclusão de algumas áreas junto das suas residências, para que façam parte do projecto de pinturas em Graffiti. Assim decidiu-se que cada Deputado na sua área de jurisdição, poderá propôr áreas e ideias de tratamento dos espaços com arte Urbana.
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Assim se pretende que com o contributo de todos nós, possamos ter um Reino bem cuidado, ocupando os jovens com uma actividade que os motiva, criando arte e recuperando espaços públicos.
 

Assinado e carimbado
 
O Escrivão Real
O Quadrado da Hipotenusa
13/11/2007


publicado por Quadrado da Hipotenusa às 15:25
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
A Luz da Lua

 

 

A Luz da Lua
 
O diário Online ‘O Falatório’, dá conta aos súbditos do reino do sucesso da última viagem efectuada à Lua, pelos nossos astronautas.
 
A viagem que se iniciou com o lançamento do foguete XPTO – ( Décimo lançamento da Pica Pau - Terra Outros astros ), no parque astronómico do vulcão Cinza. Fizeram parte da expedição o nosso Agente Secreto 042, o deputado 4 Riscos, e a Princesa Borboleta, que deu as coordenadas de vôo.
 
O foguete foi construído pela fábrica de loiças de Pica Pau, servindo-se de uma nova tecnologia para o sobreaquecimento das naves, tendo recorrido a barro já usado milenarmente pelos Índios que habitavam o vale das Cinzas e a um carburante conseguido á base de caipirinha.
 
A expedição foi um sucesso e publicam-se de seguida as conclusões da mesma:
 
A luz da lua é um termo que cientificamente não é correcto, dado que a Lua não gera Luz própria,apenas reflete a luz do Sol. De qualquer forma entende-se o processo e sempre é mais fácil e algo poético falar deste reflexo como ‘A Luz da Lua’.
 
Esta Luz refletida na superfície da Lua tem uma grande componente de raios do espectro azul, que é muito absorvida por genes do nosso ADN. Estes genes de nome ‘criptocromos’, que vem do grego (cores escondidas), activam nas nossas células o controlo dos nossos ciclos diários, sem necessidade de relógio, fazendo a percepção do que estamos a fazer e o que devemos fazer a seguir. Actuam como um GPS interno e quando muito estimulados por essa luz azul ténue, reflectida pela Lua Cheia, são os reponsáveis pelo aumento da reprodução maciça em muitas espécies.
 
Os ritmos lunares também influenciam as marés, as colheitas e os seres vivos. Por isso, aceite uma sugestão: volte o olhar para o céu e para dentro de si. Na batida desse relógio cósmico, você experimenta emoções e ainda descobre os períodos mais (ou menos) propícios para cuidar do corpo e desenvolver alguma atividade.
 
Já os povos antigos associavam a Lua às deusas da fertilidade, que regiam as colheitas e a procriação dos animais. Sabiam também que nosso satélite regula o fluxo dos líquidos presentes na Terra e no corpo humano – das marés à seiva das plantas, da menstruação aos fluidos que circulam no organismo.
Com o tempo, o astro passou a fazer parte de um patrimônio de sabedoria ligado à medicina popular e transmitido através das gerações que, entre outras coisas, recomendava a colheita de ervas curativas em determinadas fases e permitia às parteiras prever a época exata dos nascimentos.
A astrologia, desde sempre, identifica a Lua como um símbolo da feminilidade e do reino das emoções e estuda as diferentes influências que suas fases exercem em nossa vida cotidiana. Mais recentemente, pesquisas estatísticas identificaram a interferência lunar em processos orgânicos do corpo humano e sugerem: certas crenças tinham um porquê. Agora, você vai ingressar nesse mundo de saberes ancestrais.
 
LUA NOVA
É o período ideal para iniciar projetos e atividades, sobretudo os que partirem do zero. “Nesta fase, vale correr riscos, pois existe potencial para que nossas ações se desenvolvam de forma satisfatória. É um período em que, simbolicamente, a vida está recomeçando — uma oportunidade que temos, a cada mês, de dar um passo em direção ao novo.
 
LUA CRESCENTE
É hora de usar nossos talentos e nossas habilidades para atingir objetivos, com firmeza e garra, mas sem deixar de reconhecer os limites de cada situação. Bons resultados se tornam auspiciosos, embora ainda sem garantia de concretização. Existe uma luta entre o que era apenas um projeto e o que pode, de fato, se materializar. “Não é, porém, o momento de desanimar ou desistir, pois a situação ainda não chegou ao ponto culminante”.
 
LUA CHEIA
Nessa fase de expansão da energia lunar, questões indefinidas se esclarecem e o que estava oculto se revela. Chega o momento de colher os resultados positivos do que tentamos realizar nas duas semanas anteriores do ciclo. Ou, ao contrário, podemos perceber mais facilmente que o melhor a fazer é desistir de nossos objetivos, ao menos por enquanto. Pois o que não prosperou até aqui dificilmente dará frutos no futuro.
 
LUA MINGUANTE
Nessa fase, sentimentos de satisfação e entusiasmo, assim como eventuais frustrações e ansiedades, se tornam menos intensos. É hora de refletir sobre o que aconteceu desde o início da lua nova, avaliar nossas atitudes, perceber por que fomos bem-sucedidos ou não em nossos objetivos. Como estamos mais flexíveis, podemos descobrir que é preciso abordar de forma diferente assuntos não resolvidos anteriormente. Os momentos de recolhimento nos estimulam a entender melhor nossas emoções.
 
FOI POR CAUSA DA LUA...
Certas reações do corpo têm relação com a fase lunar.
Veja aqui o que há de verdade no que se diz sobre as influências do astro.
 
FICAMOS MAIS NERVOSOS DURANTE A LUA CHEIA?
Pesquisas realizadas por vários especialistas, demonstraram que nesse período há um aumento de casos de comportamento violento e descontrole emocional. “Tais estatísticas sugerem que isso provavelmente se deve a uma superestimulação na atividade da glândula supra-renal, que aumenta a produção do cortisol, o hormônio do estresse”.
 
A LUA CHEIA INTERFERE NO SONO?
Quem dorme num ambiente não completamente vedado contra a intensidade luminosa que ocorre na lua cheia pode ter o sono afetado, sim. “Isso acontece porque a claridade interfere na atividade da glândula pineal, um órgão do cérebro que rege o equilíbrio entre sono e vigília. Essa alteração estimula a glândula supra- renal a produzir adrenalina, provocando insônia, sono agitado e despertar precoce.
 
OS EFEITOS DA ALIMENTAÇÃO NO ORGANISMO TÊM RELAÇÃO COM A FASE DA LUA?
“Durante as fases crescente e cheia, tendemos a engordar, enquanto na lua minguante nosso organismo tem mais facilidade de eliminar toxinas. Por essa razão, na fase minguante são potencializados os efeitos dos chás depurativos e das dietas de desintoxicação.
 
AS MULHERES SÃO MAIS SENSÍVEIS AOS EFEITOS DA LUA?
Sim. Segundo estudos científicos , ocorrem mais nascimentos na Lua cheia, o que levou os pesquisadores a especular que talvez isso se deva ao aumento da atração da gravidade sobre o líquido amniótico durante esse período. Ainda de acordo com outras pesquisas mostraram que o início do período menstrual da maioria das mulheres coincidia mais com a lua cheia do que com outras fases.“Também está comprovado que mulheres que convivem em grupo durante certo tempo passam a ter ciclos menstruais sincronizados e em conformidade com o ritmo lunar”. A Lua regula as marés e que, assim como a Terra, nosso corpo é composto de 70% de água, daí a influência desse astro nos líquidos do organismo.
 
 
Por este relatório fica evidente a necessidade de ter cuidados acrescidos com os passeios nocturnos à Luz da Lua cheia, pois apanhar muitas luzes azuis, por muito ténues que sejam, podem levar a um acrescento de membros à família.
 
O objectivo da expedição foi estudar a luz da Lua, e se possível trazer para Pica Pau essa prosaica luz, servindo-se para o efeito da colocação de grandes espelhos na superfície lunar, para a refletir no Jardim do Palácio do Reino. Assim se pretende que venham a surtir efeito os investimentos nesta expedição, e que os casais que pretendam uma noite mais romantica possa passear no Jardim do Palácio e usufruir gratuitamente de uma bela decoração de luz azul.
 
Serão feitos os esforços para que seja exportada a luz azul em garrafinhas de meio litro, para os reinos a braços com a baixa taxa de natalidade.
 

Fontes:
Almanaque da Lua (ed. Pensamento)
Textos de: Cacilda Guerra
Revista: Notícias Magazine
Site: http://bonsfluidos.abril.uol.com.br
 

Assinado e carimbado
 
O Escrivão Real
O Quadrado da Hipotenusa
06/11/2007


publicado por Quadrado da Hipotenusa às 13:51
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