Coluna Online : O Falatório
Sábado, 22 de Março de 2008
O Dia do Pai

 

 

O Dia do Pai

Assinala-se no dia 19 deste mês , o Dia do Pai no Reino de Nenúfar. Dada a grande simbologia da data, o Falatório decidiu publicar um artigo sobre as origems desta data.

Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Dizem que o primeiro a comemorar o Dia dos Pais foi um jovem chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de 4.000 anos. Ele teria esculpido em argila um cartão para seu pai. Mas a instituição de uma data para comemorar esse dia todos os anos é bem mais recente...

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.

A iniciativa partiu do jornal O Globo do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. Primeiro, foi instituído o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.


Em São Paulo, a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1955, pelo grupo Emissoras Unidas, que reunia Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Silvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31.

As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais. O maior sucesso foi o baião É Sempre Papai, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.

Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

Em outros países, pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.

Na Itália e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.

Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.

Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.

Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.

Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.

Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.

Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.

Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.

Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.

Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.

África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.

Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).

Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Pai" !



Texto compilado das seguintes fontes

Carimbado e Assinado,

Quadrado da Hipotenusa

11/3/2008

Coluna do Leitor:

http://recantodasletras.uol.com.br/audio.php?cod=10510

O Acalentar dos Desejos

Desejo chegar um dia à tua boca, de verdade,
E que teu sorriso escancarado nunca acabe,
Que eu descubra teus segredos,
E conte quantos aneis tens nos dedos,
E desejo saber quanto macio tem a tua pele,
Que perfume usas, e se teus beijos são mel;
E acalento a esperança de te medir,
Meço-te a palmo, uma vez no ir outra no vir!

Já acalentei desejos de te levar ao restaurante,
De terminar a noite com um cálice de espumante,
Uns morangos a acompanhar,
E de seguida ver teu dedo a chamar,
Já tirei medidas a tudo,
E acho que às vezes sou um sortudo,
De acalentar nos meus desejos,
Encher-te de beijos!

Nenúfar





publicado por Quadrado da Hipotenusa às 18:32
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Os Mell de Oiro

 

 

Os Mell de Oiro

Assinalou-se com grande pompa e circustância a entrega dos Mell de Oiro no Reino de Pica Pau. A Cerimónia que foi produzida no Lago do Cisne, nos Jardins do palácio real, teve a meticulosa preparação da Empresa de Eventos Pica Pau Fusion, da nossa ilustríssima deputada AKAM.

Os Mell de Oiro foram desenhados pela Deputada das Tabuadas do Reino, dado que lhe são reconhecidos os dotes artísticos nessa área. A produção dos mesmos ficou a cargo da Pica Pau Consulting que os produziu na Fábrica de Loiças do reino, em barro vulcânico trazido da última viagem espacial a Marte.

As nomeações são da responsabilidade do Júri, que por motivos de transparência, não se podem revelar os nomes, sendo um dos segredos do reino, depositado fielmente em nosso Agente Secreto 042.

A animação sonora ficou a cargo da empresa de eventos Mell Music And Sounds, que sonorizou alguns dos trabalhos nomeados.

Apresentam-se de seguida os nomeados para as várias categorias a premiar:

Categoria Dupla Imbatível:

- Deputada Xique, com seu poema Ânsia, partilhado com o Escrivão do reino, Nenúfar.

Sonorização:

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10334



Passando a faca afiada nas têmporas do inconsciente, aguço...
Cuido de resvalar o suspeito e doloroso olhar...
Atônita, puxo o gatilho da ânsia selvagem...
Me divido ao meio e me resgato.


KIKA

Resposta em Poema, por Nenúfar

Suspeito


Suspeito das decisões e do juiz,

Do resultado do jogo que nada me diz,

Suspeito do teu olhar a me fitar,

Do teu sorriso que denuncia o teu amar,

E dos beijos que envias pelo carteiro,

Que sendo bons, não têm teu sabor por inteiro.


Já suspeitei da minha tosse,

Para ficares junto a mim, pouco que fosse,

E suspeito que estou doente,

Para ganhar teu remédio ou teu quente,

Suspeito que teus beijos curam do que me queixo,

Podes experimentar o receituário, que eu deixo!


Nenúfar



Categoria Matemática Difícil:

- Deputada das Tabuadas com seu poema, Serena é esta noite.

Sonorização :

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10177

Serena é esta noite

que passo feito pernoite

desperta...

Com mente aberta

sentindo o corpo no açoite

Serena é a madrugada

aonde aqui tô largada

com sono desperdiçado

olhando o céu estrelado

Mas...

Minha alma serena

me faz pensar

Oh... Que pena...!

A hora não pode parar

prá não virar quarentena

Se a hora um dia parar

fará

meu ser delirar

e o meu corpo açoitar

ouvindo um belo cantar

como canção de ninar

e o meu peito apertar

pois não terei que esperar

nem mesmo desesperar

porque alguém que eu amar

o tempo eternizará.


EuxEu = Eu


Categoria Bom Samaritano:

- Agente Secreto 042 com seu poema, Estou Cansado de Ser Bom Samaritano.

Sonorização:

 http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10335


Tem gente se amando

fazendo feliz o mundo,

tem gente se matando

com um ódio profundo.

 

tem as pessoas do bem

com amor ao seu igual,

é quem pagará a conta

de quem vive para o mal.

 

aquele a pagar a conta

será o bom Samaritano,

aquele que fez as dividas

é o pária do ser humano.

 

Contas que o pagamento

não é aceito em dinheiro,

o bom paga com o sangue

a cota cara do desespero.

 

 

 Valdemiro Mendonça


Categoria De (sk) Top:

- Pukka com seu trabalho sobre a metereologia.

Sonorização:

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10333

A Dica da Semana


Encontrei-a montada no equipamento,

Como quem cavalga, fugindo do tempo,

Com uma blusa avermelhada,

E calça de ganga rasgada,

De loira é só mesmo o cabelo,

E de técnica apurada , tem muita,

Não sei onde aprendeu tanta dica fantástica,

Se foi na escola, ou a fazer ginástica!


Vejam só a sua teoria,

A ensinar como se ajuiza o tempo,

Olhando por um canudo para o firmamento,

Cai a imagem do satélite pelo canudo até ao computador,

E ela sentada só com um piscar de olhos de amor,

Consegue programar a coisa para fazer a chuva,

Ou o sol, ou qualquer coisa que actua,

E nos faz pensar que afinal a menina da net,

É boa nas coisas que se mete!


E agora vai a dica da semana,

Veja a imagem abaixo, mas não caia da cama,

Observe onde tem escrito, buscar localidade,

E escreva o nome da tua cidade.

Normalmente, esses sites mostram o clima na capital,

E aeroportos e se fores bonzinho até mostra no teu quintal,

Podes escolher o lugar mais próximo do lado que dormes,

Clica em buscar se dormires da direita,

Se for na esquerda empurra primeiro o parceiro, que ele se ajeita.


Então o site vai-te dar o tempo que mais te agrada,

E agora ou vai para a praia ou fica aí sem fazer nada,

Ou podes colocar uma entrada,

Adicionando o HTML mesmo debaixo da almofada,

Ou em gadget clicas em personalizar,

Adicionar módulo, e pronto, está a assapar!


Nenúfar / Pukka



Categoria Mecânica Confusa:

- Maria Coelho, com seu poema EU.

Sonorização:

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10316

Um eu preso no ilegível em mim

Um querer que não há um sim

E que me faz sentir longe do fim.


Em mim tudo é um hoje

Como se o tudo nada fosse

Olho e atinjo o inteiro

E não alcanço o que vejo.


Do olhar ao invisível

Espaça do coração

A linha oposta a tudo

Traslada em um eu infuso.



Maria Coelho


Categoria Treinador de Bancada:

- Mister Zanette, com seu último Post na GI.

Sport Total


O nosso treinador de bancada,

Que fica a dar palpite sobre tudo e qualquer jogada,

Dará concerteza um reporter de nomeada,

Acho que mais do género do Tim Tim,

Que planeia o jogo para vencer no fim,

Reporter mundial que quase se iguala ao Mister Zanette,

Nosso colunista de destaque, um moço que promete.


Não tendo mais notícias em destaque,

Já que a minha equipa perdeu,

E quase me deu um ataque,

Estivesse lá eu metia aquelas bolas até com um dedo,

E vão gastar tanto dinheiro, não percebo!


O Sport Total vai ficando por aqui,

Desculpe para quem passou mais cedo, mas eu não vos vi,

E a nova matéria que estava no ar,

Tive problemas de conexão e não pude mandar,

Espero resolver isto em breve,

Ou faço queixa à menina das dicas, e não é leve!


Nesta terça-feira estarei off, pois vou a Curitiba,

É que também dou umas teclas ao final de semana,

E vou fazer o show de Heavy-Metal ,

Vou tocar com os Iron Maiden, não tem banda igual,

Obrigado pela companhia, até para a semana que vem,

E já agora, portem-se bem!


Nenúfar / Bruno Zanette



Categoria Estimulação Russa:

- Miss Jana, com seu último Post na GI.

Passei de Moda


Passei lá no teu atelier,

De consultora independente de beleza, e nem sei bem porque,

Deu-me para pintar o cabelo,

Para fazer as unhas e tratar do meu dedo.

Falaste-me da depilação a laser,

Que me mete dó, só de pensar,

E eu que nem sou de chorar,

Acho que fico pelo loiro no cabelo, que me fica a matar!


Quanto á estimulação (da) russa,

Não é que tenha nada contra elas,

Mas acho que não é necessário técnicas tão adversas,

E a história do rejuvenescimento, agrada-me,

Será que tem aí pós de perlimpimpim,

Que eu possa tomar,

Para logo à noite fazer um festim?


O Peeling que me propuseste,

Ou o rejuvenescimento natural, como me disseste,

Será que isso funciona mesmo na minha pele,

Ou é preciso experimentar o produto no Manel?

Acho que vou falar com meu Cupido,

E da sua avaliação, logo vejo se faz sentido,

Ou coloco um brinco de prata,

E faço mesoterapia com a ponta da minha chibata!


Nenúfar / Janaína


Categoria Diplomas e Mestrados

- Miss Nina, com seu último Post na GI.

Nem na Rocha


Ouvi contar uma história ,

De uma menina que de tão talentosa nem tenho memória,

E que tem diplomas de montão de coisas,

Que nem sei dizer tanto nome ,

Fonoaudióloga, psicopedagoga,

Pós-graduada em Magistério Superior,

Mestre em Distúrbios da Comunicação,

E Acadêmica de Direito,

E mais um montão de coisas que não sei dizer direito.


Ela fala de crianças,

De cabelo e das tranças,

Da metodologia da educação,

E de coisas do coração.

Hoje veio falar de um Anjo Perfeito!

Sem Cor, sem Raça,

Sem Voz , Sem Sexo e sem peito.


Parei no, sem sexo,

E acho que não têm nexo,

Não lhe chamava anjo perfeito,

Para ser anjo deve ter tudo o que se tem direito,

E sexo não é problema,

Sexo é ilusão, é cinema!


Nenúfar / Nina Rocha


Categoria Dedicatórias

- Miss Patrícia, poxa, esqueci de onde veio ela! ( ok, anónimo do reino)

Dedicatória


Obrigada por fazer parte da minha vida,

E por gostar dos meus monstrinhos da Tita,

Por estar presente quando preciso,

E por me dizer quando não tenho juizo,

Por me mostrar que viver vale a pena,

E acreditar que afinal não sou pequena,

E cada dia nos reserva o dom de sermos mais,

Mais e mais até que aparecemos com os Blue Me Now nos jornais,

E passamos a ser mais felizes com os sons que saem da alma,

E a vida passa a ser saborosa, e a mente acalma!


Nenúfar / Patrícia


Categoria A Conquista do Espaço

- Nenúfar, com o poema A Invasão dos Marcianos

Sonorização:

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/9372

A Invasão dos Marcianos


Vieram do nada,

De sorriso enorme e de cara tapada,

Surgiram de todos os lados,

Foram dando beijos e abraços,

Cercaram-na e pediram seu colo,

Penduraram-se em seu pescoço,

E com olhar admirável diziam,

Agora sou eu um bocadinho……’,

Sai daí, que eu também quero colinho!


Depois veio o resto da confusão,

Pulos da janela para o colchão,

Mais o arrancar das teclas do computador,

E …valha-me Deus Nosso Senhor,

Isto é um exército com técnicas de grande apuro,

E eu, sem jeito, não sei como os aturo!


Eu vou ser Jogador de Futebol,

E eu pescador de anzol,

E eu vou ser astronauta da Lua,

E eu…pensei cá comigo,

Só queria uma mão tua,

Será que me faço general deste exército?

Se já te conquistou, talvez seja um bom aliado,

Talvez eu ganhe um cantinho a teu lado!

Nenúfar



Categoria Rabisco Cuidado

- Deputado Quatro Riscos, com o poema Ver Além

Sonorização:

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10350



Ver além!


Estou sentado

No dorso do meu futuro

À frente...

Essa cortina de pano escuro

Que não deixa ver além!!!

Que me deixa empolgado

Em saber o que é que vem...

O abstracto é muito duro!

Deixa-me cá dentro

Um muro

Dividindo o hoje

Do futuro...

Insana mente

Que pensas?...

O que virá! Não é?

Alguém não nos deu

Toda essa capacidade...

Uma questão de equidade?!?!

Talvez sim!

Ou então pura e simplesmente

Pelo prazer...

De construir a nosso

Belo entender,

O próprio destino...

joRgeOBALINHO



Passam agora os agradecimentos a todos quantos ao longo dos últimos meses, participaram lendo os textos e deixando o seu comentário, como o seu contributo no Parlamento do Pica Pau.

Carimbado e Assinado,

Quadrado da Hipotenusa

11/3/2008



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 18:28
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A Táctica do Mister

 

A Táctica do Mister

Passadas as picardias futebolísticas do fim de semana, no nosso Reino do Pica Pau, dou-me a apreciar e a ouvir a minuciosa lenga-lenga , um vocabulário escasso mas bem polido dos jovens futebolistas do reino e dos seus treinadores.

Esses homens que de um estalar de dedos passam de alguém desconhecido a Mister. É só ouvir a falar os seus pupilos, que por respeito ou por falta de melhor conhecimento de causa vão debitando informações e opiniões para o ecran da tv. O Mister é que sabe. O Mister é que faz a equipa e o Mister tem a táctica.

Os Mister’s, se bem me lembro aparecerem neste Reino com um treinador Inglês, que pela sua postura cavalheiresca e sabedor dos bons hábitos de estar em sociedade, se demarcava dos restantes pelas suas entrevistas alegres, com ciência e nada evidenciando posturas autistas de quem quer, pode e manda, de quem sabe tudo o que há para saber no futebol.

Como só falava inglês e como era necessário inquiri-lo, baptizaram a criatura de Mister. Assentou-lhe bem, contrariamente aos que agora detêm o título de Mister e em cada vez que abrem a boca, entra mosca ou sai asneira ( como se diz por estas bandas).

O prodigioso vocabulário futebolístico não ficou por aqui! Apareceu o Maestro, o Ponta de Lança, O Distribuidor de Jogo, o Armário, o Trinco, e todo um conjunto de termos, que só de os ouvir, dá para rir!

Até os comentadores entram na criatividade, com as Defesas Impossíveis, e os golos que até eles metem com a barriguinha, as chicotadas psicológicas… E nesta especialidade há aqueles que sempre acertam. Começam por avisar que o adversário está sempre em cima da equipa e que a qualquer momento pode haver golo; a não ser que um lance individual resolva a questão a bem da nossa equipa! Ora como só há duas equipas para meter o bendito golo, ou mete o adversário ou aparece um chuto saído do nada (da nossa equipa) e lá entra o esférico na baliza adversária. Bem tinha dito o nosso comentador…Rssss…um lance de génio de uma bola que parecia perdida, mas que o maestro, num lance individual resolveu o assunto!

Como diz o jogador no fim do jogo, quando lhe perguntam a opinião sobre como foi o desafio..diz ele ‘ Danificamos as camisolas…’ ( acho que ele queria dizer que dignificou a camisola….que se esforçou)…

Valha-me Deus tanta ignorância …

Sugere-se ao Parlamento um levantamento ortográfico de tal vocabulário, para que possa ser ou promulgado e ensinado nas Academias onde treinam os nossos jovens jogadores, ou no mínimo para que possam ser publicados em livro, para nos rirmos um pouco de vez em quando!



Carimbado e Assinado,

Quadrado da Hipotenusa

3/3/2008



Página do Leitor

Oiça um poema de Nenúfar!

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/9996



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 18:25
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O Ataque dos Piratas

 

 

O Ataque dos Piratas


Ocorreu um feroz ataque ao Reino de Pica Pau, por um grupo de Piratas, ainda não identificado. Os Corsários dos nossos tempos vieram de trajes ousados, e cativam a população pela sua postura simpática, uma roupa sempre no último grito Fashion do nosso reino, ou com ousados decotes e belos shorts, para o caso das piratas!


Os ataque são muitos e em várias áreas da economia e da sociedade. Por outro lado a eventualidade de passarmos a ser geridos por Piratas, leva-nos a pensar se passam a ser de prática comum os métodos pouco ortodoxos com que somos brindados todos os dias nas TV’s e nas rádios, a propósitos de situações pouco claras, negócios bastante escuros, e o facilitar de muitas situações que levam ao topo da sociedade figuras bem ao jeito do melhor Pirata! Acho que devíamos ter um prémio para o Pirata do Ano!


Foi eleita uma comissão de estudo para a identificação dos Piratas do Reino, sendo que o Agente 042 coordena os trabalhos, a Deputada Xique ficou com a identificação dos Piratas e o Deputado Quatro Riscos levará a cabo a identificação das Piratas.


Será também criado o livro azul da Pirataria, sendo que passam a existir áreas e modos de actuação definidos no caso de sermos confrontados com piratas!


Após a identificação das criaturas serão definidas as sanções a aplicar a quem teve a ousadia de praticar actos de Pirataria neste reino.


As últimas informações obtidas nos arquivos oficiais do Reino relatam que o pirata mais famoso do reino foi o inglês Candish (1560-1592). No dia 21 de julho de 1586 ele saiu de Plymouth com 123 homens, em três navios. Só um voltou, o navio Desire, de 140 toneladas.


Das ilhas de Cabo Verde, Cavendish seguiu para Cabo Frio, no Brasil, e desceu a América do Sul até a Patagônia. Depois de dois anos e 50 dias de saques e pilhagens, voltou a Inglaterra.


Animado com o triunfo, zarpou novamente, com cinco navios, em 1591.

Cavendish, nesta segunda expedição, rumou para a Ilha da Fantasia.

Com a cidade dominada, o resto da esquadra foi também para a Ilha da Fantasia para realizar a pilhagem.

Utilizou a ilha de São Sebastião como base, durante quatro meses, aproveitando para tomar a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, pilhar Santos no Natal, e deitar fogo na vila de São Vicente.

Depois os piratas partiram rumo ao Estreito de Magalhães para tentar a circum-navegação do globo.

A esquadra quase foi dizimada pelas tormentas no extremo sul do continente. Dois navios afundaram, e os três remanescentes perderam-se uns dos outros. Fugiram para o norte, na direcção do Espírito Santo, e voltaram à Ilha da Fantasia alguns meses depois, com o projecto de queimar um dos navios, equipar o outro, e seguir novamente para o Estreito de Magalhães.

Com medo, parte da tripulação amotinou-se e refugiou-se na Ilha da Fantasia. O capitão do navio Roembuk, Abraham Cocke, teria descido definitivamente em Ilhabela com seus homens. O facto é que nunca mais se ouviu falar deles. Cavendish tentou voltar à Inglaterra com o Leicester, mas foi morto a bordo, no final de 1592, antes do navio alcançar seu destino.

Um motim, por desacordo na divisão das riquezas roubadas, levou a tripulação a enforcar o capitão no mastro do galeão Leicester, ao largo da baía de Castelhanos.

Referências de ideias e leituras de:


http://www.litoralvirtual.com.br

http://www.grupopspbrasil.com.br

http://www.wikipedia.org/



Carimbado e Assinado,

Quadrado da Hipotenusa

24/2/2008



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 18:23
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Ser Amigo, Namorar, Ficar …

 

Ser Amigo, Namorar, Ficar …
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Celebrou-se esta semana no Reino, o Dia dos Namorados, e não sendo nada de estranho ‘namorar’ o facto que até o namoro está em crise.
Apareceram novas fórmulas, novos formatos e novas vidas sociais, que relegaram para o final da lista de prioridades os compromissos que se estabelecem com o namoro, o noivado e o casamento!
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No fundo acabamos inclusive por ter de estabelecer novos padrões nas leis, assumindo como compromissos os que nunca quiseram compromissos, e atribuindo regalias sociais a quem nunca se regeu pelas leis ditadas pela sociedade. É o caso das uniões de facto, que nunca sendo assumidas como tal pelos próprios, acabam depois em termos fiscais e de assistência, por ser requeridos pelos mesmos, alegando que têm um compromisso, que pelos anos faz lei, mas que nunca foi assumido por ambos!
Isto é coisa complicada mesmo! Às vezes somos mesmo assim, acordamos para complicar!
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Nos dias de hoje, por incrível que pareça, namorar é considerado fora de moda. Começaram a aparecer relacionamentos bem mais frívolos e despreocupados que , para além de proporcionarem o conhecimento do outro, lhes permite maior liberdade e uma maior facilidade de querer ou não querer! Apareceu o "ficar" onde tudo parece muito mais fácil. Mas nem tudo fica mais fácil !
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Nestes relacionamentos, as pessoas encontram-se, e atraem-se e acabam por mostrar a sua intimidade, sem que haja uma contrapartida de carinho ou compromisso que dê o toque de doçura à relação e ao momento! O “ficar” caracteriza-se pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidas, onde o que pode ou não pode é definido no momento em que o relacionamento acontece, de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”. A duração do “ficar” varia no tempo de um único beijo, a noite toda, algumas semanas. Ligar no dia seguinte ou procurar o outro não é dever de nenhum dos envolvidos.
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Ficar,  acaba por torna-se atraente para muitas das pessoas que imaginam ser possível ter apenas o lado bom de namorar. Sem responsabilidades, justificações ou compromissos.  A partir disso o hábito de ficar acaba por se substituir ao namoro, e a maioria das meninas prefere apenas trocar alguns carinhos a “encarar uma relação mais séria. O problema é que às vezes chega carência, uma vontade de ter alguém, e o que temos é algo tão volátil, que se vier um ventinho... desaparece!
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A pessoa que “fica” constantemente dificilmente se envolve. Parece que o ficar não quer dizer sempre uma intenção de namoro, mas sim, uma atracção física entre duas pessoas.
Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre "namoro", no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozo, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que se faz, principalmente pelos meios de comunicação). Os nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de actuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes consequências.
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Na década de 60 , começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no "sexo livre". O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adoptar as práticas ditadas pela cultura social.
Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar", as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas.
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Para complicar mais ainda, começaram ultimamente a surgir novas variações: o ‘ficar’ pontualmente, e o ‘ficar’ onde já há alguma intimidade! A linha entre o estar liberto e o existir algum compromisso fica ténue e começam a aparecer a partir daqui os problemas entre o estar a namorar ou não! Entre o assumir o compromisso ou manter uma relação que vive entre o mágico e o desconforto de ser descartável a qualquer momento em que se exija uma relação mais sólida!
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E é importante que a mulher se lembre de que não é um objecto descartável: usado agora, deitado fora depois, e que o ‘ficar’ acaba normalmente mal para o mesmo lado, o da mulher!
Apurados os factos fica a discussão lançada no Parlamento sobre o tema! Serão legislados os novos trâmites legais sobre este assunto, após a discussão pública e opiniões dos reverendíssimos Deputados!
 
Referências de ideias e leituras de:
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- Katia Cristina Horpaczky
- Sylvia Oliveira Nocetti
- Kélzia Jaqueline
 
Carimbado e Assinado,
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Quadrado da Hipotenusa
19/2/2008


 
Página do Leitor
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Oiça um poema de Nenúfar!
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/9855
 
Poema para o Dia dos Namorados

Pudesse eu estar junto a ti,
E deixar-te ouvir meu coração,
Pudesse eu ouvir o teu silêncio,
A fazer companhia à minha alma,
E tu escutasses os meus segredos,
E sentisses o entrançar de meus dedos.
Se o calor dos nossos lábios,
Fosse o delírio da minha noite,
E a madrugada não fosse mais o sentir do açoite.

Ah, se eu pudesse amar-te,
Sem as barreiras invisíveis que nos separam,
E tivesse teu abraço,
Sem o virtual dos desejos onde o faço,
E o chamamento do teu dedo,
Não fosse mais que um brinquedo,
E a nossa imagem ganhasse corpo,
E o desenho do nosso beijo, fosse um sopro!

Se o embalo da minha mente,
Fosses tu,
E meu sonho fosse uma semente,
Onde cresce essa foto da tua flor,
Ou a minha vontade de amor!

Nenúfar 14/2/2008


publicado por Quadrado da Hipotenusa às 22:08
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O Ponto Acomodador, Quando o Homem é uma Ilha

 

 

O Ponto Acomodador, Quando o Homem é uma Ilha
Têm surgido nos discursos do Parlamento algumas formas verbais pouco correctas, que nos levam à meditação sobre o comportamento dos Deputados e sobre uma cada vez maior auto-suficiência dos Deputados em detrimento da discussão e obtenção de convicções ditadas pela observância das opiniões dos outros, e das suas acções na sociedade, e não pelo ponto de vista acomodador e de auto-valorização baseado apenas nos novos exemplos que vêm surgindo…os Self Made Man ( ou Women ).
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Os exemplos foram trazidos pelo nosso Agente 042, na observação do comportamento de alguns deputados, bem como nas diligências efectuadas pela Deputada Xique ( por falar nisso... alguém a viu? ), que nos projectos da Pica Pau Consulting tem notado uma inércia e uma falta de criatividade que não são bom exemplo para os súbditos de Pica Pau.
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Porque é que no mais trivial comentário sobre uma qualquer temática, em vez de prestarmos atenção ao outro, preferimos discriminar, marcando a ferro e fogo o flanco alheio com um rótulo invisível e ao mesmo tempo tão evidente?
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Afinal qual é a verdade de cada pessoa, daquelas que me rodeiam numa casa ? Nem sempre se diz o que se pensa, por variadas razões, e o que acontece connosco, acontece com os outros! Acabamos por manter um ‘convívio’ virtual de bom relacionamento, onde se escamoteiam as questões mais escuras e problemáticas, e que aos poucos vão minando a confiança.
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Outra das perplexidades adultas é por que nos perdemos tanto? Porquê tantos encontros amigos ou amorosos, e mesmo profissionais, começam com entusiasmo e de repente, ou lenta e insidiosamente, se transformam em objecto de indiferença, irritação ou até mesmo crueldade?
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Ninguém se casa, tem filho, assume um trabalho querendo que seja tudo um grande erro, querendo falhar ou ser triturado. Quantas vezes, porém, depois de algum tempo trilhamos uma estrada de desencanto e rancor? Isso acaba com a confiança em nós próprios, com a nossa capacidade de acreditar que são possíveis os nossos sonhos, e com a nossa força de vontade em ir mais além. Acabamos por nos acomodar, um pouco na mediocridade, ou no suficiente, quando quantas vezes teríamos condições para obter o bom!
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Depois surgem as nossas defesas para alimentar o ego, e para justificar a nossa acomodação; no mais trivial comentário, em vez de prestar atenção ao outro, preferimos rotular, discriminando, marcando a ferro e fogo o flanco alheio com um rótulo invisível e ao mesmo tempo tão evidente? "Burro", "arrogante", "falso", "preguiçoso", "mentiroso", "omisso", "desleal", "vulgar", “mudou de opinião”, “fez tudo errado” ? Muitas vezes, humilhamos logo de saída, demonstrando os nossos preconceitos sem nos envergonharmos deles, pois nem damos conta, que do outro lado está uma pessoa que está de boa fé, e a lutar para que o projecto tenha futuro!
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O mais assustador e desmotivador dos comentários é o que recrimina lá do cimo do púlpito, do tipo, “Eu bem disse que não era assim! Ou não fez como eu disse, deu tudo errado!”.
Parece que não convivemos com pessoas, convivemos com imagens construídas pela nossa falta de generosidade, e pela nossa cegueira em ver o outro como um ser humano com ideais e que luta como nós para ser feliz!
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Perguntei a uma amiga pelo seu colega: "Aquele? Cada vez mais gordo!" Mas talvez eu quisesse saber se ele estava empregado, se estava contente, se tinha falado com ele…

E nossa amiga comum? "Ah, essa? Irreconhecível, deve ter feito a milésima plástica na cara, mas os peitos estão um horror de caídos!" Não me disse se a mulher de quem falávamos se recuperara da viuvez, se estava deprimida ou já superara o trauma, se parecia serena ou aflita. Parece que invariavelmente acordamos com raiva de tudo e de todos. "Sujeito metido a besta", "professor ultrapassado", "alunos medíocres", "cantor desafinado", "empresário falido", “louco desmiolado”!
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Não vemos gente ao nosso redor. Vemos etiquetas. É difícil, assim, sentir-se acompanhado; difícil, dessa forma, amar e ser estimado. Vivemos como se estivéssemos isolados, estagnados, com o olhar rápido e superficial, o julgamento à mão, armado: "um idiota", "um fracassado".
Não admira que sintamos medo, solidão, raiva mesmo que imprecisa, nem sabemos do quê ou de quem. Atacamos antes que nos ataquem, o outro é sempre uma ameaça, não uma possibilidade de amor, afecto ou alegria.
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Segundo as práticas mágicas dos feiticeiros no Norte do México, existe sempre um evento em nossas vidas que é responsável por estes factos, e pelo fato de termos parado de progredir. Um trauma, uma derrota especialmente amarga, uma desilusão amorosa, até mesmo uma vitória que não entendemos , faz com que nos acovardemos, e não sigamos adiante. O feiticeiro, no processo de crescimento da sua conexão com os poderes ocultos, precisa primeiro de se livrar deste "ponto acomodador", e para isso tem que rever sua vida, e descobrir onde está.
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Porque, diz a história que nos foi contada, num determinando momento de nossas vidas "chegamos ao nosso limite". Não devemos mais mudar. Não conseguimos mais crescer. Tanto a profissão como o amor atingiram seu ponto ideal, e é melhor deixar tudo como está. Verdade? A verdade é a seguinte, sempre podemos ir mais longe. Amar mais, viver mais, arriscar mais.
 Nunca a imobilidade é a melhor solução. Porque tudo à nossa volta muda (inclusive o amor) e precisamos acompanhar este ritmo.
Será todo homem será uma ilha? Estaremos estagnados no nosso Ponto acomodador?
Ideias e informações obtidas em publicações de Lya Luft  e Paulo Coelho.
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Carimbado e Assinado,
Quadrado da Hipotenusa
10/2/2008
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Página do Leitor
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Eu Aconteço, oiça um poema de Nenúfar!
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/9698
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Eu Aconteço

Aconteço no acordar da manhã,
No correr à chuva e no trincar de uma maçã,
Aconteço quando adormeço no teu regaço,
Ou fico no quente a sentir o teu abraço,
Aconteço quando sonho um segredo,
Quando me faço valente e depois fujo com medo,
Aconteço no assobiar da canção,
No piscar de olhos a roubar teu coração,
Aconteço quando te espero à janela,
E queimo as horas ali quieto de sentinela,
Ou quando conduzo a minha nave,
E a avaria me cega e faz com que eu trave,
Ou tão somente no teclar dos meus dedos,
A enviar-te mensagens, ou a massajar os teus segredos!

Nenúfar 15/11/2007


publicado por Quadrado da Hipotenusa às 22:00
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
TOY ART – Os Blue Me Now

 

TOY ART – Os Blue Me Now

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Foi apresentado pelo nosso Agente 042, o relatório sobre os seres identificados como Marcianos na anterior edição do falatório. Afinal, não passavam de simpáticos monstrinhos, criados por artistas da nossa praça ( do nosso Reino, queria eu dizer...), aos quais está atribuída a enorme proliferação da TOY ART.

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Toy Art é um universo novo na arte contemporânea, um movimento que cresce a cada ano e já existem no mundo várias lojas vendendo séries de brinquedos criados por grafiteiros, ilustradores e artistas. Algumas delas, porém, se dedicam a customizar um único personagem ou uma única série. 

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Um deles, o Tokidoki, do jovem designer italiano Simone Legno, começou como um pequeno projeto pessoal na Web, onde mostrava regularmente os seus trabalhos sobre a cultura japonesa. Ele sempre expressou uma grande admiração pela sorridente e ultra moderna Shibuya e pelo mágico silêncioso Kyoto.

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Tokidoki significa “às vezes” em japonês. Simone acredita que todos nós aguardamos por um momento que nos fará mudar as nossas vidas, quer seja por conhecer uma nova pessoa, ou simplesmente pela filosofia “tokidoki”, que é esperança, a força interior que todos nós possuímos, e que aguarda o momento certo para se revelar.Esse dia será mágico e positivo.

www.kidrobot.com

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A febre da Toy Art alastrou-se e virou pandemia. O se site não vende brinquedos de criança, mas de adultos modernos e antenados. Os bonecos de vinil, ou brinquedos de design, tornaram-se o centro de um movimento com cultura própria, rivais, heróis e celebridades. A maioria das peças é criada por artistas do grafite de renome mundial, como o norte-americano Brian Kaws, o chinês Michael Lau e o japonês Spanky.

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Meio brinquedo, meio objeto do desejo, totalmente artístico, obviamente objeto de arte.

Nas mãos da artista Delfina Renck Reis, a forma surgida de tecidos, texturas e pequenos objetos inusitados brinca com a imaginação e resgata um humor talvez perdido, uma saudade da infância justamente ao percebê-la presente, ao mesmo tempo em que os toys , sugestivamente denominados dodôs e dadás, exalam uma certa sensualidade ao posarem para fotos em frente e verso.

http://dodotoyart.com.br

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A númeração manual e artística corrobora a originalidade da idéia, afirmando, através de um catálogo serial, a identidade artesanal e única de cada toy.

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Patrícia, de Blumenau, criou os Blue Me Now; bonecos coloridos, de formato variado, com nome próprio. Um trabalho artesanal onde o feltro, lã, linha e diversos tecidos são recortados e costurados à mão, iniciando assim a construção destes monstrinhos que vão sendo criados,parte por parte, num resultado inusitado; coloridos e lúcidos, podendo ser expostos em qualquer lugar, interagindo com todas as idades, idéias e emoções.  

http://cid-7d4d5adc2d28c846.spaces.live.com/default.aspx

  
HISTÓRIA:

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Toy Art surgiu no Japão em 1994, onde uma estufadora de bonecas de uma fábrica de Tóquio, a designer e pintora KEIKO MIYATA,transformou seu ofício em arte. 
Hoje a Toy Art está presente em todo o canto do mundo, despertando a curiosidade e amores incondicionais por estes amados monstrinhos.

 

Carimbado e Assinado,

Quadrado da Hipotenusa

5/2/2008

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Página do Leitor
Contando meus sonhos, um poema de Nenúfar, declamado por Sunny Lóra. 
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/9512 

 



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 17:09
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A Invasão dos Marcianos

 

 

 

A Invasão dos Marcianos
Informa-se o Reino de Pica Pau, que estamos a sofrer uma grande Invasão de Marcianos. As ditas criaturas têm aparecido de cara descoberta, são azuis, e vestem-se de forma elegante. Muitos têm sido encontrados misturados com os súbditos de pica Pau, pelo que se pede uma atenção redobrada no sentido de serem identificados. Aparentemente a sua fisionomia é em tudo igual ao ser humano, estando por perceber se por dentro, também é igual, ou melhor , ou pior!
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A situação anómala já foi comunicada ao Parlamento no sentido de se averiguar tão estranho acontecimento, e para que se possam tomar as adequadas medidas, no sentido de proteger, ou apresentar condignamente o Reino, conforme for a intenção da visita de nossos vizinhos de Marte.
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A acalorada sessão do Parlamento trouxe ideias diversas e contraditórias; desde o Deputado Três Palmos que deixou a sua opinião em os exterminar pela força, até à Deputada Borboleta, que acha melhor averiguar ao pormenor a sua fisionomia ( e o resto ) e logo se vê se será melhor expulsar ou integrar!
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Segundo a Deputada Xique, poderá ser um bom presságio a visita dos Marcianos, poderemos dialogar com eles e enriquecer nossa indústria e nosas ciência com os avanços tecnológicos que eles dominam. Surgiram de imediato algumas área da Pica Pau Consulting, com interesse no processo de estudo e troca de informação com os visitantes.
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Nosso ilustre Agente 042, apresentou na sessão as conclusões da investigação secreta ordenada de imediato pelo reino. Segundo o seu relatório tudo não passa de especulação televisiva, com vista a aumentar as audiências de um canal televisivo, pelo que aconselha calma , e que se leia o relatório da investigação, que reza o seguinte:
A dita História da Invasão dos Marcianos é falsa e espalha terror no Reino de Pica Pau.
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Às nove horas da noite de 30 de outubro de 1938. A rádio CBS - Columbia Broadcasting System - e suas afiliadas de costa a costa, transmitem, dentro do programa Radioteatro Mercury, A invasão dos marcianos. Na adaptação da obra A Guerra dos Mundos do escritor inglês H. G. Wells, centenas de marcianos chegam em suas naves extraterrestres a uma pequena cidade de New Jersey chamada Grover's Mill. 
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Era uma peça, literalmente. E os méritos públicos da adaptação, produção e direcção do programa foram para sempre creditados ao então jovem e quase desconhecido actor e director de cinema norte-americano Orson Welles.
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No especial do Raditeatro Mercury da véspera do Dia das Bruxas de 1938 - denominado Mercury's Halloween Show -, usando somente sons e silêncios, foi representada uma invasão de marcianos sob a forma de uma cobertura jornalística. Todas as características do rádiojornalismo usadas na época – às quais os ouvintes estavam habituados e nas quais acreditavam – se faziam presentes: reportagens externas, entrevistas com testemunhas que estariam vivenciando o acontecimento, opiniões de especialistas e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emotividade dos envolvidos, inclusive dos pretensos repórteres e comentaristas, davam a impressão de um fato, que estava indo ao ar em edição extraordinária, interrompendo outro programa, o radioteatro previsto. Na realidade, tratava-se do 17º programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas por Orson Welles e o Radioteatro Mercury (ou Teatro Mercury no Ar) que explorava as técnicas jornalísticas com a ambientação sonora requerida pela linguagem específica do rádio.
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Segundo o Agente 042, afinal, depois de todos estes anos, a ousadia ainda fascina. E a história da mídia passou a ter um antes e um depois... Esta foi a primeira vez que se colocou a imprensa a criar de raiz um facto jornalístico, explorando-o ao limite, e fazendo com que todos acreditassem tratar-se de verídico, mesmo que realmente nada ocorresse e ninguém conseguisse explicar onde estava a acontecer tão extraordinários factos…
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Vão ser averiguados os factos relatados pelo Agente 042, e até novas informações desta coluna ‘O Falatório’, os súbditos devem manter-se calmos, e não entrar em revistas complicadas a qualquer ser que lhe pareça menos comum, para verificar se é Marciano…
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Entretanto também será bom que os súbditos não se comportem de forma estranha, pois podem ser entendidos como Marcianos!
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Carimbado e Assinado,
Quadrado da Hipotenusa
27/1/2008
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Ideias e informações obtidas:
Gisela Swetlana Ortriwano é jornalista, doutora em Comunicação e Professora da Universidade de São Paulo. Este texto integra o livro  : Rádio e Pânico A guerra dos Mundos, 60 anos depois
Especialistas  brasileiros  analisam o programa que mais marcou a História da mídia no Século XX Eduardo Meditsch (org.) Editora Insular.
 
Página do Leitor
Oiça as gravações obtidas das conversas dos Marcianos…
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/9372
Sons cedidos cordialmente pelo nosso colaborador no Reino de Pica Pau, Nenúfar.


publicado por Quadrado da Hipotenusa às 16:48
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Na Ponta da Chibata

 

 

Na Ponta da Chibata
Foi discutido no Parlamento do Pica Pau, a abolição da Chibata, segundo um projecto de lei do nosso Deputado Quatro Riscos.
A discussão do assunto foi acalorada tendo surgido muitos argumentos a favor e contra, de todas as bancadas. Segundo a Deputada Borboleta a abolição de tal instrumento fere a constitucionalidade, dado não se poder utilizar tão engenhoso utensílio, nos momentos lúdicos e de prazer, retirando muita criatividade aos momentos de lazer.
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Não sendo tão drástico, o Deputado Quatro Riscos que a sua proposta apenas vem no sentido da sua percepção, que ultimamente nos temos pautado por viver sempre na ponta da chibata. Está a tornar vulgar demais, passar pelas situações sempre a roçar o limite do bom senso, a nível profissional, no amor e na sociedade.
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Saímos de um desaire e nos debatemos com um sem fim de outros e, num rol de situações que nos forçam o corpo e a alma aos limites. Somos forçados a viver numa busca constante do paraíso, no meio de um lamaçal, onde em cada passo nos enterramos e nos deparamos a desenterrar um pé, enterrando o outro! E a vontade não esmorece, e continuamos a dar passos, na esperança que surja um pouco de chão firme. É esta chibata que temos de pôr cobro, que temos de banir, criando condições para que a vida, não sendo todos os dias o paraíso, possa de vez em quando dar umas tréguas, para respirar!
Já o nosso Deputado Três Palmos, insurgiu-se contra a proposta. ‘Eu não alinho nos lirismos e palavras ocas do Deputado Quatro Riscos’, disse ele. E continuou: ‘ Para mim, chibata, é chibata mesmo, uma igual à que tenho em casa.’
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Ora nosso Deputado ainda não se apercebeu que a Chibata já foi abolida à muito, em muitos reinos, e que infligir castigos corporais com ela é contra a lei, pelo que não faz sentido continuar o seu fabrico.
O nosso ilustre Agente Secreto 042, fez uma missão de avaliação do ponto de situação da utilização da chibata em outros reinos. O caso mais flagrante que encontrou foi na Costa dos Caranguejos onde se deu a Revolta da Chibata, e que nos elucidou sobre os perigos de utilização da chibata, seja em termos de castigos corporais ou psicológicos.
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Segundo o que descobriu o Agente 042, a Revolta da Chibata foi um movimento de oficiais de patentes inferiores da Marinha do Brasil que se desenrolou de 22 a 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara.
Na ocasião, dois mil marinheiros rebelaram-se contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos como punição, ameaçando bombardear a cidade do Rio de Janeiro.
Os castigos físicos, abolidos na Marinha do Brasil um dia após a Proclamação da República, foram restabelecidos no ano seguinte (1890), estando previstas:
"Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo."
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Os marinheiros, quase todos negros ou mulatos comandados por uma oficialidade branca, em contacto quotidiano com as marinhas de países mais desenvolvidos à época, não podiam deixar de notar que as mesmas não mais adoptavam esse tipo de punição em seus navios, considerada como degradante. O uso de castigos físicos era semelhante aos maus-tratos da escravidão, abolida no país desde 1888. Paralelamente, a reforma e a renovação dos equipamentos e técnicas da Marinha do Brasil eram incompatíveis com um código disciplinar que remontava aos séculos XVIII e XIX. Essa diferença foi particularmente vivida com a estada dos marujos na Inglaterra, em 1909, de onde voltaram influenciados não só pelas lutas dos colegas britânicos mas também pela revolta dos marinheiros da Armada Imperial Russa, no Encouraçado Potemkin, ocorrida poucos anos antes, em 1905.
Quando retornaram ao Brasil, o marinheiro João Cândido formou clandestinamente um Comité Geral para organizar a revolução contra a Chibata.
O resultado da revolta acabou por gerar a punição aplicada ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes do Encouraçado Minas Gerais, em trânsito para o Rio de Janeiro. Por ter ferido um cabo com uma navalha, foi punido, não com as vinte e cinco chibatadas mínimas regulamentares, e sim com duzentos e cinquenta, na presença da tropa formada, ao som de tambores. O rigor dessa punição, considerada desumana, provocou a indignação da tripulação.
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Uma semana depois, já na baía de Guanabara, na noite de 22 de novembro, os marinheiros do navio Minas Gerais se amotinaram, mataram quatro oficiais (entre os quais o comandante, Batista das Neves), obtendo a adesão do Encouraçado São Paulo (o segundo maior navio da Armada à época) e de mais seis embarcações menores ancoradas na baía. Foi então emitido um ultimato no qual ameaçavam abrir fogo sobre a então Capital Federal:
O governo tem que acabar com os castigos corporais, melhorar nossa comida e dar amnistia a todos os revoltosos. Senão, a gente bombardeia a cidade, dentro de 12 horas. (carta de João Cândido, líder da revolta) .
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E complementava:
"Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já. Caso não a tenhamos, bombardearemos as cidades e os navios que não se revoltarem."
Surpreendido e sem capacidade de resposta, o governo, o Congresso e a Marinha divergiam quanto à resposta, pois a subversão da hierarquia militar é um dos principais crimes nas Forças Armadas. A população da então Capital, num misto de medo e curiosidade, permaneceu em estado de alerta, parte dela refugiando-se longe da costa enquanto outros se dirigiram à orla para assistir o bombardeamento ameaçado pelos marinheiros.
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A Marinha esboçou um ataque aos revoltosos com dois navios menores, mas além de rechaçá-lo, estes bombardearam as instalações na ilha das Cobras.
Quatro dias mais tarde, a 26, o governo declarou aceitar as reivindicações dos amotinados, abolindo os castigos físicos e amnistiando os revoltosos que se entregassem. Estes, então, depuseram armas e entregaram as embarcações. Entretanto, dois dias mais tarde, a 28, alguns marinheiros foram expulsos da Marinha, sob a acusação de "inconveniente à disciplina".
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A 4 de Dezembro, quatro marujos foram presos, sob a acusação de conspiração. Em meio a uma forte onda de boatos, isolados e desorganizados, os fuzileiros navais sublevaram-se na ilha das Cobras (dia 9 do mesmo mês), sendo bombardeados durante todo o dia, mesmo após hastearem a bandeira branca. De seiscentos revoltosos, sobreviveram pouco mais de uma centena, detidos nos calabouços da antiga Fortaleza de São José da Ilha das Cobras. Entre esses detidos, dezoito foram recolhidos à cela n° 5, escavada na rocha viva. Ali foi atirada cal virgem, na véspera do Natal. Após vinte e quatro horas, apenas João Cândido e o soldado naval Pau de Lira sobreviveram. Cento e cinco marinheiros foram desterrados para trabalhos forçados nos seringais da Amazônia, tendo sete destes sido fuzilados nesse trânsito.
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Apesar de se declarar contra a manifestação, João Cândido também foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. O Almirante Negro, como foi chamado pela imprensa, um dos sobreviventes à detenção na ilha das Cobras, foi internado no Hospital dos Alienados em Abril de 1911, como louco e indigente. Ele e dez companheiros só seriam julgados e absolvidos das acusações dois anos mais tarde, em 1 de dezembro de 1912.
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A intervenção da Deputada Xique trouxe outra chibatadas ao Parlamento. Segundo ela a actual iliteracia é a chibata usada hoje. Desta forma a classe dominante pode manter a outra classe, quieta, resignada, conformada, por intermédio desta nova escravidão, a intelectual, a ideológica.
A classe dominante percebeu que a escravidão mental é mais eficaz e menos
danosa aos seus interesses, comparando com a escravidão física de outrora. Pois o método utilizado anteriormente comprovou que a chibata não era apenas um instrumento de opressão, mas também uma motivadora de revolta, de insubordinação, de rebelião.
 
Por esta razão, é que a classe dominante resolveu substituir aquela chibata por outras muitas chibatas, mais eficazes e eficientes, como a mídia, a ideologia consumista individualista, a educação e é óbvio, o Direito, materializado pelas leis que sempre estiveram presentes para legitimar as atitudes e o poder da classe dominante, tanto na escravidão de outrora como na de agora.
É por meio deste discurso jurídico, falacioso, velado, apenas escrito, somado às demais “chibatas”, que se consegue manter a ordem, tendo o controle dos indivíduos, os quais vão se distanciando, cada vez mais, da ideia de rompimento deste status quo, ou de até mesmo protestar contra a opressão exercida. Pois, a classe miserável é ludibriada de tal forma que não consegue perceber que ainda é escrava, que nada mudou, que hoje a escravidão exercida só se apresenta de uma forma mais subtil e disfarçada.
 
Metaforicamente, é exactamente isto que a classe dominante faz para manter a classe miserável quieta, ou seja, faz esta classe acreditar que a caverna é o melhor lugar para se viver, que estarão protegida dos maus e dos riscos que existe fora dessa caverna, e que ela, a classe dominante está ali para ajudar, para protegê-la, é aqui que se configura o “chicote” ideológico.
 
Após a discussão, que como vêm foi bastante acalorada, foi colocada à votação a proposta de abolição da Chibata. A proposta foi aprovada por maioria simples e será aplicada de imediato!
 
Portanto, a partir de hoje, atenção à Chibata!
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Carimbado e Assinado,
Quadrado da Hipotenusa
20/1/2008
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Ideias e informações obtidas:
http://www.ucam.edu.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_da_Chibata


publicado por Quadrado da Hipotenusa às 09:11
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Atrás do Tempo !

 

 

Atrás do Tempo  !
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Foi deliberado no Parlamento do Pica Pau, uma votação tendo em vista fixar os limites do tempo, dados os exagerados tempos de férias adoptados por todos os parlamentares, e dado que não há tempo a perder na resolução dos problemas do Reino.

Foi entregue ao nosso Agente 042, o estudo sobre o que tem sido estudado e aplicado em outros reinos, tendo tido a precisosa colaboração técnica e científica da Pica Pau Consulting!

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O Sr. Deputado Três Palmos, rejeitou a discussão informando que segundo ele era tempo perdido! Na sua opinião é necessário não estar tanto tempo no parlamento em discussão de pormenores, e que deveria estar a utilizar seu tempo em algo mais produtivo. A propósito de tempo, informou o Parlamento que não foram pagas as horas extraordinárias do último mês e que o seu tempo de serviço está mal calculado, pois não tem em conta as 24 horas do dia que está ao serviço do Reino.

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Polémicas à parte, o Agente 042 apresentou as linhas base do estudo elaborado, sobre O Que é o tempo. Reza o estudo:

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Será o tempo uma dimensão? Matéria? Sensação? ou Abstração?

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Os ingleses costumam dizer: "Time is money", por que medimos nossa produtividade e a nossa remuneração em função do tempo.

Já o despreocupado propõe: "Vamos matar o tempo" (Na realidade é o tempo que nos mata...).

Os homems adquirem a noção de tempo observando que um acontecimento vem depois do outro, e alguma acções demoram ou duram mais do que outras, ou ainda que o Sol se levanta de manhã e se põe no fim da tarde, mas que depois voltará a nascer.

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Foi exatamente a sequencia regular de dias e noites que levantou a questão para os homens.A definição de tempo á algo complexo, tal como a água é uma substância complexa , o amor é complicado, e assim por diante.

O tempo tem um sentido psicológico, e por outro lado não se pode pensar em tempo sem imaginar espaço e velocidade, mesmo porque o tempo, como se verá, é relativo.

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As autoridades e os executivos sabem que o tempo é irreversível, irrecuperável e na natureza, ilimitado. Já a eternidade é um conceito é um conceito onde o tempo nunca acaba, mas que nos aparece relacionado apenas com Deus.

Para o físico o tempo está relacionado com a matéria e a sua unidade se define com referência à ela.

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Em termos ciêntificos a definição de tempo apresenta algumas complicações, não existindo uma única maneira de caracterizá-lo. Pode-se falar em tempo aparente, tempo civil, tempo legal, tempo médio, tempo oficial, tempo legal, tempo sideral, tempo solar, tempo tropical, tempo uniforme, tempo universal, etc.

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O tempo biológico também se distingue do tempo físico. Para um menino de seis anos, uma hora parece ser mais longa do que um dia inteiro para uma homem de 70 anos.

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O tempos e a velocidade estão sempre condicionados: Para uma pessoa que esteja se deslocando com uma certa velocidade o tempo não é a mesma coisa que o de outra pessoa que esteja parada (esse aspecto tem implicações com as viagens espaciais).

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Na sua evolução contínua o homem procura medir o tempo cada vez com maior precisão. A primeira vez o tempo foi medido pelo deslocamento de uma sombra de árvore, Depois surgiu o Gnomon (Um pequeno bastão cuja a sombra projetada sobre uma superfície indicava a variação do tempo, também hoje apelidado de relógio solar).

Mais tarde vieram os relógios, começando pela Clepsidra que foi construida por Amenofis III (1550 A..), o Relógio de Água, o Relógio baseado no movimento do Pêndulo. o Relógio com corda e âncora e recentemente o Relógio de quartzo.

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Os relógio não deixam de ser aparelhos que imitam a rotação da Terra, indicando mais ou menos o decorrer do tempo. Estamos dizendo mais ou menso , porque o tempo certo ou verdadeito é dado apenas pelo dia sideral relativo ao movimento da Terra.

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Como a nossa medida do tempo está vinculada ao movimento da Terra foi necessário estabelecer um ponto de referência na suprefície da terrestre, uma linha de partida. Essa linha que se denomina Limite de data foi definida no Oceano Pacífico, junto a Samôa.

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A Oeste dessa linha está o dia anterior e a Leste inicia e prossegue o novo dia, de tal maneira que o viajante poderá partir de um ponto no domingo e chegar no seu destino no sábado anterior, desde que cruze a linha para o Leste.

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O tempo aparece também relacionado com outras ciência e na psicologia ocidental, interliga-se com o conceito da mente consciente e da mente inconsciente. A Mente consciente tem o tempo por medida, na mente inconsciente há o intemporal. O Ocidente estudou a mente desperta e o estado do sonho. Já o Oriente valorizou basicamente quatro aspectos: a mente desperta, o estado sonho, o do sono profundo e o estado transcendental.

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As terapias modernas, por exemplo, tentam ajudar as pessoas no campo do inconsciente, onde o tempo não tem medição, pura e simplesmente não existe. Aí tiram partido da inexistência do tempo. Não havendo tempo a Vida é um conjunto de imagens, às vezes para nós sem sequencia lógica e sem sequencia cronológica. Como se sabe, a mente inconsciente é um reservatório de memórias, e ir fundo nas memórias pode não ajudar a resolver os problemas, mas dá-nos pistas sobre as causas. Em alguma áreas, a estratégia é ajudar o corpo a experimentar a supraconsciência, que, por definição, é um estado além do tempo e do espaço. Nesse estado não há problemas, apenas soluções.

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É nesta área, dos sonhos, que nos confrontamos com a real ausência de tempo. E aí nossa mente percorre todos os acontecimentos, liberta. Sem tempos, correndo tanto o passado como o futuro, visionamos as memórias, percorremos a nossa vida num estado verdadeiramente liberto.

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Ao acordar confrontamos-nos com as vivências dos sonhos, ora os entendemos pelas memórias ainda vivas de momentos e acontecimentos passados, ora os achamos estúpidos e sem nexo, porque nos confrontam com o futuro!

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Quanto mais a pessoa experimenta o estado supraconsciente, mais tem o poder de dissolver, de liberar as memórias que estão presas na mente inconsciente. Quanto mais sonhamos, mais descobrimos o futuro!

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Ideias retiradas de estudos do Sr. José M. de Alvez Netto, de estudos do PNL e de consultas várias na internet.

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Carimbado e Assinado,

Quadrado da Hipotenusa

14/1/2008



publicado por Quadrado da Hipotenusa às 10:26
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